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Especialista da ONU exorta governos a combater discursos de ódio e crimes contra povos ciganos e minorias

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Dia em Memória ao Holocausto Roma, 2 de agosto de 2021

GENEBRA (30 de julho de 2021) — Pessoas ciganas em todo o mundo não devem ser transformadas em bodes expiatórios de políticos ou demonizadas e visadas nas redes sociais, disse hoje Fernand de Varennes, relator especial da ONU para questões das minorias.

“Os Estados devem fazer mais para combater de forma proativa os sinais crescentes de intolerância e ataques contra povos Roma e outras minorias, particularmente crimes de ódio e ataques às redes sociais”, disse ele diante do Dia em Memória ao Holocausto Cigano, 2 de agosto.

“É trágico que quase 80 anos após o genocídio cigano durante a Segunda Guerra Mundial, as minorias — particularmente pessoas Roma na Europa e em outras partes do mundo — estejam experimentando cada vez mais discursos de ódio e sendo alvos de políticos e outros”, disse ele.

“Vimos o que aconteceu quando membros da minoria judaica na Alemanha nazista foram retratados como estranhos e antagônicos à nação alemã e aos valores e cultura”, disse de Varennes. “Hoje, as pessoas ciganas estão novamente enfrentando o mesmo tipo de retórica segregacionista”.

Ele pediu uma maior educação pública sobre o Holocausto Cigano e disse que os Estados devem lidar com a exclusão e a discriminação enfrentadas por muitas pessoas ciganas hoje. Devem também abordar os crimes de ódio na Europa e os elevados níveis de discurso de ódio que demoniza os ciganos nas redes sociais.

O Dia em Memória ao Holocausto Cigano, em 2 de agosto, marca a noite de 1944 quando cerca de 3.000 crianças, mulheres e homens integrantes do povo Roma do ‘acampamento da família cigana’, de Auschwitz-Birkenau, foram assassinados em câmaras de gás. Ele relembra todas as vítimas do genocídio cigano cometido pela Alemanha nazista e seus aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Embora haja incerteza sobre os números exatos, entre 25% e 50% dos 1 a 1,5 milhão de ciganos da Europa foram provavelmente exterminados.

FIM

O Sr. Fernand de Varennes foi nomeado  Relator Especial da ONU para questões das minorias pelo Conselho de Direitos Humanos em junho de 2017. Ele é encarregado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU de promover a implementação da Declaração Sobre os Direitos das Pessoas Pertencentes a Minorias Nacionais ou Étnicas, Religiosas e Linguísticas, entre outras coisas. Ele é Professor Extraordinário na Faculdade de Direito da Universidade de Pretória, na África do Sul; professor visitante Cheng Yu Tung na Faculdade de Direito da Universidade de Hong Kong; e professor visitante do Centro Irlandês para os Direitos Humanos da Universidade Nacional da Irlanda-Galway. Ele é um dos maiores especialistas mundiais em direitos das minorias no direito internacional, com mais de 200 publicações em cerca de 30 idiomas.

Os Relatores Especiais fazem parte do que é conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior corpo de especialistas independentes no sistema de Direitos Humanos da ONU, é o nome geral dos mecanismos independentes de averiguação e monitoramento do Conselho que tratam de situações específicas de países ou de questões temáticas em todas as partes do mundo. Os especialistas em Procedimentos Especiais trabalham de forma voluntária; eles não são funcionários da ONU e não recebem um salário por seu trabalho. Eles são independentes de qualquer governo ou organização e atuam em sua capacidade individual.

Para consultas e  solicitações de mídia , entre em contato com: Marina Narvaez (+ 41-22 917 9286 / mnarvaez@ohchr.org) ou Hee-Kyong Yoo (+ 41- 22 917 9723 / hyoo@ohchr.org)

Para consultas à mídia sobre outros especialistas independentes da ONU, entre em contato com Renato de Souza (+41 22 928 9855 / rrosariodesouza@ohchr.org ).

Siga as notícias relacionadas aos especialistas independentes em direitos humanos da ONU no Twitter @UN_SPExperts.

Tradução: ONU Direitos Humanos – América do Sul

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