{"id":76302,"date":"2026-07-24T15:28:34","date_gmt":"2026-07-24T19:28:34","guid":{"rendered":"https:\/\/acnudh.org\/?p=76302"},"modified":"2026-08-05T16:05:32","modified_gmt":"2026-08-05T20:05:32","slug":"nossas-historias-25-de-julho-um-legado-de-unidade-e-acao-coletiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/nossas-historias-25-de-julho-um-legado-de-unidade-e-acao-coletiva\/","title":{"rendered":"Nossas hist\u00f3rias | 25 de julho: um legado de unidade e a\u00e7\u00e3o coletiva"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\">Em 25 de julho de 1992, em Santo Domingo, Rep\u00fablica Dominicana, cerca de 300 mulheres afrodescendentes de 32 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe participaram do Primeiro Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas. Elas vinham de diferentes pa\u00edses e contextos, mas compartilhavam uma mesma certeza: n\u00e3o se sentiam ouvidas nem representadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">As Am\u00e9ricas abrigam cerca de 200 milh\u00f5es de pessoas afrodescendentes. Em toda a regi\u00e3o, elas continuam enfrentando os legados da escravid\u00e3o e do colonialismo. O racismo sist\u00eamico que vivenciam hoje \u00e9 frequentemente agravado pelo sexismo, o que limita o acesso a direitos, oportunidades e espa\u00e7os de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O que aconteceu em 1992 deixou uma marca profunda na hist\u00f3ria do movimento de mulheres afrodescendentes em todo o mundo. O encontro levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da <strong>Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Di\u00e1spora (RMAAD)<\/strong>, e suas participantes estabeleceram o dia <strong>25 de julho<\/strong> como o <strong>Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana, Afro-Caribenha e da Di\u00e1spora<\/strong>, data hoje celebrada globalmente como o <strong>Dia Internacional das Mulheres e Meninas Afrodescendentes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"386\" src=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium1-580x386.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-76306\" style=\"aspect-ratio:1.5040778475062884;width:925px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium1-580x386.jpg 580w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium1-400x266.jpg 400w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium1.jpg 925w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Glenda Joanna Wetherborn, integrante da Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Di\u00e1spora, conversa com membros da equipe da ONU Direitos Humanos na Guatemala. \u00a9 ACNUDH \/ Estela Morales<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cEste Dia \u00e9 vital para tornar vis\u00edvel e desafiar a interse\u00e7\u00e3o entre o racismo, ligado \u00e0 pigmentocracia e ao colorismo, e o sexismo, trazendo \u00e0 luz contribui\u00e7\u00f5es silenciadas e exigindo pol\u00edticas p\u00fablicas adaptadas \u00e0s realidades das mulheres negras e afrodescendentes em toda a nossa diversidade\u201d, afirmou <strong>Glenda Joanna Wetherborn<\/strong>, mulher afrodescendente da Guatemala e integrante da RMAAD.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cPara mim, este \u00e9 mais do que um dia de reconhecimento. \u00c9 um chamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o, necess\u00e1rio, urgente, coletivo e h\u00e1 muito esperado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Awa Dabo, Vice-Alta Comiss\u00e1ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>\u201cTivemos de construir nosso pr\u00f3prio caminho\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O encontro de Santo Domingo n\u00e3o surgiu do nada. Foi o resultado de mais de uma d\u00e9cada de esfor\u00e7os de mulheres afrodescendentes que se sentiam invis\u00edveis justamente nos espa\u00e7os onde deveriam ser protagonistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em 1985, algumas mulheres afro-brasileiras foram impedidas de participar de um encontro feminista em Bertioga, no Brasil. Esse momento decisivo confirmou o que muitas j\u00e1 sentiam: n\u00e3o poderiam avan\u00e7ar sem criar um espa\u00e7o pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAcredit\u00e1vamos em nossa for\u00e7a como voz das mulheres afrodescendentes e nos propusemos a construir uma rede. Tivemos de construir nosso pr\u00f3prio caminho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ana Irma Rivera Lass\u00e9n<\/strong>, advogada porto-riquenha e membro fundadora da RMAAD<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em 1992, em Santo Domingo, as mulheres discutiram discrimina\u00e7\u00e3o racial, patriarcado, pobreza, migra\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia. Tamb\u00e9m marcharam contra as comemora\u00e7\u00f5es do quincenten\u00e1rio da coloniza\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"386\" src=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium2-580x386.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-76308\" srcset=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium2-580x386.jpg 580w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium2-400x266.jpg 400w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium2.jpg 925w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Sonia Viveros Padilla conversa com membros da equipe da ONU Direitos Humanos sobre as origens da RMAAD na Casa \u00c9bano, em Quito, Equador. \u00a9 ONU \/ Emily Mestanza<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Para <strong>Sonia Viveros Padilla<\/strong>, ativista afrodescendente equatoriana e integrante da RMAAD, o dia 25 de julho continua sendo tanto uma comemora\u00e7\u00e3o quanto um chamado pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201c\u00c9 a data em que lembramos nossas lutas, mas tamb\u00e9m reafirmamos nosso compromisso\u201d, afirmou. \u201cComo data pol\u00edtica, torna vis\u00edvel o trabalho realizado para afirmar nossa identidade e garantir o respeito aos direitos individuais e coletivos dos povos afrodescendentes e, em particular, das mulheres afrodescendentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma rede de muitas gera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A RMAAD rapidamente se tornou um importante espa\u00e7o pol\u00edtico de reflex\u00e3o, interc\u00e2mbio de ideias e incid\u00eancia. Suas integrantes levaram as reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres afrodescendentes \u00e0 Confer\u00eancia Mundial de Direitos Humanos em Viena, em 1993; \u00e0 Quarta Confer\u00eancia Mundial sobre as Mulheres, em Pequim, em 1995; e \u00e0 Confer\u00eancia Mundial contra o Racismo, Discrimina\u00e7\u00e3o Racial, Xenofobia e Formas Correlatas de Intoler\u00e2ncia, realizada em Durban, em 2001, ocasi\u00e3o em que foi adotada a <strong>Declara\u00e7\u00e3o e Programa de A\u00e7\u00e3o de Durban (DDPA)<\/strong>. Atualmente, a Rede re\u00fane mais de 450 integrantes em 30 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Uma das maiores for\u00e7as da Rede \u00e9 seu car\u00e1ter multigeracional: as fundadoras de 1992 atuam lado a lado com jovens lideran\u00e7as afrodescendentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cAs gera\u00e7\u00f5es mais jovens contribu\u00edram para a renova\u00e7\u00e3o dos discursos e das metodologias, incorporando a interseccionalidade, a decolonialidade, o <em>artivismo<\/em>, a interse\u00e7\u00e3o entre arte e ativismo, e o uso de tecnologias e ferramentas de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o para conectar o legado de nossas ancestrais \u00e0s novas narrativas digitais e aos instrumentos de incid\u00eancia internacional\u201d, explicou Wetherborn.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Segundo ela, o trabalho dessas novas gera\u00e7\u00f5es est\u00e1 voltado para a constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as capazes de desmontar estere\u00f3tipos raciais e fortalecer redes de apoio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Viveros Padilla, que ingressou na RMAAD por meio do movimento de mulheres afrodescendentes do Equador, descreve a Rede como um espa\u00e7o onde mulheres afrodescendentes de toda a regi\u00e3o podem reconhecer experi\u00eancias comuns e organizar seu movimento para al\u00e9m das fronteiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cPassamos a nos conhecer e nos reconhecer como iguais, mulheres de diferentes territ\u00f3rios, diferentes povos afrodescendentes e diferentes pa\u00edses, mas com problemas semelhantes\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ela acrescentou que a Rede \u00e9 \u201cum espa\u00e7o de pertencimento, n\u00e3o de filia\u00e7\u00e3o\u201d: uma plataforma por meio da qual as integrantes compartilham suas realidades nacionais, constroem respostas comuns e avan\u00e7am uma agenda internacional baseada nas demandas de suas comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"386\" src=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium3-580x386.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-76310\" srcset=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium3-580x386.jpg 580w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium3-400x266.jpg 400w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-07-24-story-women-medium3.jpg 925w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Serrana Lamas Silva, da Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Di\u00e1spora, posa ao lado da fotografia de uma de suas ancestrais no Centro Cultural Cuareim, em Montevid\u00e9u, Uruguai. \u00a9 ONU \/ Jos\u00e9 Peralta<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Para as integrantes mais jovens, como <strong>Serrana Lamas Silva<\/strong>, essa troca entre gera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m abriu novas formas de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cMinha gera\u00e7\u00e3o assumiu um desafio muito importante: dar continuidade ao legado das mulheres que abriram o caminho e, ao mesmo tempo, construir novas formas de participa\u00e7\u00e3o para a juventude afrodescendente\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cGarantimos que os jovens n\u00e3o apenas participem, mas tamb\u00e9m contribuam para definir as agendas pol\u00edticas. Trouxemos temas como educa\u00e7\u00e3o antirracista, participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da juventude, direito \u00e0 sa\u00fade mental, mobilidade humana e a necessidade de produzir dados com uma abordagem \u00e9tnico-racial e interseccional\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Do ativismo regional ao reconhecimento global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O que come\u00e7ou como uma decis\u00e3o coletiva de 300 mulheres foi gradualmente ganhando espa\u00e7o nas agendas estatais e nos f\u00f3runs multilaterais, impulsionado, em especial, pela primeira <strong>D\u00e9cada Internacional de Afrodescendentes<\/strong> (2015-2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em 2024, a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas estabeleceu oficialmente o <strong>25 de julho como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas Afrodescendentes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Para as integrantes da Rede, a parceria com o <strong>ACNUDH (Escrit\u00f3rio do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos)<\/strong> \u00e9 fundamental para transformar esse reconhecimento em mudan\u00e7as concretas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cEssa parceria fortalece as demandas por reconhecimento pol\u00edtico na regi\u00e3o, oferecendo respaldo normativo e prote\u00e7\u00e3o internacional\u201d, explicou Wetherborn. \u201cIsso possibilita levar os direitos das mulheres afrodescendentes aos espa\u00e7os de tomada de decis\u00e3o, exigindo que os Estados assumam compromissos e prestem contas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Viveros Padilla descreveu o ACNUDH como um aliado estrat\u00e9gico da Rede: uma institui\u00e7\u00e3o que monitora os compromissos internacionais dos Estados, oferece assist\u00eancia t\u00e9cnica e ajuda a sociedade civil a interagir com os mecanismos de direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Awa Dabo, Vice-Alta Comiss\u00e1ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, ressaltou que um progresso significativo para mulheres e meninas afrodescendentes exige a\u00e7\u00e3o coordenada dos Estados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cOs Estados devem cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de direitos humanos, enfrentando o racismo sist\u00eamico, eliminando barreiras \u00e0 participa\u00e7\u00e3o, investindo em educa\u00e7\u00e3o de qualidade, sa\u00fade e oportunidades econ\u00f4micas, coletando e utilizando dados desagregados e garantindo que mulheres e meninas afrodescendentes tenham voz efetiva nas decis\u00f5es que moldam suas vidas\u201d, afirmou Dabo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Olhando para a <strong>Segunda D\u00e9cada Internacional de Afrodescendentes<\/strong> (2025-2034), Wetherborn resumiu as aspira\u00e7\u00f5es da Rede: \u201cBuscamos alcan\u00e7ar pleno reconhecimento, justi\u00e7a e desenvolvimento para mulheres e meninas afrodescendentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Para ela, isso significa ir al\u00e9m dos compromissos e transform\u00e1-los em a\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Bia Albernaz<\/strong>, assessora para a luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o racial baseada no Escrit\u00f3rio para a Am\u00e9rica do Sul, afirmou que o trabalho do ACNUDH com a Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Di\u00e1spora est\u00e1 fundamentado em um compromisso compartilhado de garantir que os direitos das mulheres e meninas afrodescendentes sejam plenamente realizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cO Escrit\u00f3rio continuar\u00e1 trabalhando ao lado de suas integrantes para fortalecer a participa\u00e7\u00e3o, apoiar a responsabiliza\u00e7\u00e3o e ajudar a transformar compromissos em mudan\u00e7as concretas na vida das mulheres e meninas afrodescendentes\u201d, acrescentou Albernaz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Todos os anos, em 25 de julho, a Rede relembra a raz\u00e3o de sua cria\u00e7\u00e3o: estabelecer um espa\u00e7o para que mulheres afrodescendentes se reunissem e honrassem sua hist\u00f3ria e suas reivindica\u00e7\u00f5es. O Dia Internacional agora d\u00e1 continuidade a esse trabalho como parte de uma luta global mais ampla, que reivindica reconhecimento, igualdade, justi\u00e7a e mudan\u00e7as duradouras.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/en\/stories\/2026\/07\/25-july-legacy-unity-and-collective-action\">ONU Direitos Humanos<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o<\/em>: <em>ONU Direitos Humanos &#8211; Am\u00e9rica do Sul<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 25 de julho de 1992, em Santo Domingo, Rep\u00fablica Dominicana, cerca de 300 mulheres afrodescendentes de 32 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe participaram do Primeiro Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas. Elas vinham de diferentes pa\u00edses e contextos, mas compartilhavam uma mesma certeza: n\u00e3o se sentiam ouvidas nem representadas. 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