{"id":75027,"date":"2025-10-06T14:09:19","date_gmt":"2025-10-06T17:09:19","guid":{"rendered":"https:\/\/acnudh.org\/?p=75027"},"modified":"2025-10-09T14:35:09","modified_gmt":"2025-10-09T17:35:09","slug":"especialistas-da-onu-pedem-justica-reparadora-pela-escravidao-e-o-colonialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/especialistas-da-onu-pedem-justica-reparadora-pela-escravidao-e-o-colonialismo\/","title":{"rendered":"Especialistas da ONU pedem justi\u00e7a reparadora pela escravid\u00e3o e o colonialismo"},"content":{"rendered":"\n<p>GENEBRA (1 de outubro de 2025) \u2013 Especialistas da ONU* pediram hoje justi\u00e7a reparadora pela escravid\u00e3o, pelo tr\u00e1fico de pessoas escravizadas, incluindo o tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico de africanos, pelo colonialismo e por outras graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos contra africanos e pessoas afrodescendentes, cujos legados continuam a moldar todos os aspectos de suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA justi\u00e7a reparadora para africanos e afrodescendentes deve incluir restitui\u00e7\u00e3o, compensa\u00e7\u00e3o, reabilita\u00e7\u00e3o, satisfa\u00e7\u00e3o e garantias de n\u00e3o repeti\u00e7\u00e3o, adaptadas a cada contexto hist\u00f3rico e nacional\u201d, afirmou o Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Afrodescendentes. \u201cEssas injusti\u00e7as visaram os africanos e continuam a impactar negativamente seus descendentes como povo, portanto, a justi\u00e7a deve ser coletiva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em um <a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/sites\/default\/files\/documents\/hrbodies\/hrcouncil\/sessions-regular\/session60\/advance-version\/a-hrc-60%2077-advanceeditedversion.pdf\">relat\u00f3rio<\/a> para a 60\u00aa sess\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos, o Grupo de Trabalho analisou as dimens\u00f5es pol\u00edticas, jur\u00eddicas, socioculturais e econ\u00f4micas, al\u00e9m de contextos, desafios, abordagens, caminhos, estrat\u00e9gias e oportunidades que poderiam permitir a busca de justi\u00e7a reparadora para africanos e pessoas afrodescendentes pelo com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico de africanos escravizados e outras injusti\u00e7as passadas relacionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas pediram medidas concretas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a reparadora, incluindo o reconhecimento formal pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas das repara\u00e7\u00f5es pela escravid\u00e3o e pelo tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico de escravos como um princ\u00edpio de direito internacional, bem como a integra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a reparadora na Segunda D\u00e9cada Internacional dos Afrodescendentes. Instaram tamb\u00e9m os Estados-Membros a convocarem uma reuni\u00e3o de alto n\u00edvel para desenvolver estrat\u00e9gias para alcan\u00e7ar a justi\u00e7a reparadora, criar um mecanismo internacional para apoiar reivindica\u00e7\u00f5es, monitorar o progresso, garantir a responsabiliza\u00e7\u00e3o e proporcionar resolu\u00e7\u00e3o e encerramento para africanos e afrodescendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Afrodescendentes tamb\u00e9m apresentou um <a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/sites\/default\/files\/documents\/hrbodies\/hrcouncil\/sessions-regular\/session60\/advance-version\/a-hrc-60-77-Add-1-advanceuneditedversion.pdf\">relat\u00f3rio sobre sua visita \u00e0 Col\u00f4mbia<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>FIM<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>*Os especialistas:<\/em><\/strong> <strong><em>Bina D\u2019Costa (Presidente), Barbara G. Reynolds, Catherine Namakula, Isabelle Mamadou, Miriam Ekiudoko, Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Afrodescendentes;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os Relatores Especiais, Especialistas Independentes e Grupos de Trabalho fazem parte do que \u00e9 conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior grupo de especialistas independentes no sistema de Direitos Humanos da ONU, \u00e9 o nome geral dos mecanismos independentes de apura\u00e7\u00e3o de fatos e monitoramento do Conselho, que abordam situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de cada pa\u00eds ou quest\u00f5es tem\u00e1ticas em todas as partes do mundo. Os especialistas dos Procedimentos Especiais trabalham de forma volunt\u00e1ria; n\u00e3o s\u00e3o funcion\u00e1rios da ONU e n\u00e3o recebem sal\u00e1rio por seu trabalho. S\u00e3o independentes de qualquer governo ou organiza\u00e7\u00e3o e atuam em sua capacidade individual.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para consultas e solicita\u00e7\u00f5es da m\u00eddia, entre em contato com: hrc-wg-africandescent@un.org<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para consultas da m\u00eddia relacionadas a outros especialistas independentes da ONU, entre em contato com Maya Derouaz (maya.derouaz@un.org) ou Dharisha Indraguptha (dharisha.indraguptha@un.org).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Acompanhe as not\u00edcias relacionadas aos especialistas independentes em direitos humanos da ONU no X: @UN_SPExperts.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: <a href=\"http:\/\/www.acnudh.org\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ONU Direitos Humanos &#8211; Am\u00e9rica do Sul<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GENEBRA (1 de outubro de 2025) \u2013 Especialistas da ONU* pediram hoje justi\u00e7a reparadora pela escravid\u00e3o, pelo tr\u00e1fico de pessoas 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