{"id":74687,"date":"2025-07-30T16:57:25","date_gmt":"2025-07-30T20:57:25","guid":{"rendered":"https:\/\/acnudh.org\/?p=74687"},"modified":"2025-08-29T17:05:19","modified_gmt":"2025-08-29T21:05:19","slug":"mulheres-e-meninas-afrodescendentes-visibilidade-e-dignidade-e-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/mulheres-e-meninas-afrodescendentes-visibilidade-e-dignidade-e-poder\/","title":{"rendered":"Mulheres e meninas afrodescendentes: visibilidade \u00e9 dignidade e poder"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cAs mulheres e meninas afrodescendentes n\u00e3o s\u00e3o apenas v\u00edtimas de um sistema desigual, somos tamb\u00e9m lideran\u00e7as, pensadoras, escritoras, m\u00e3es, artistas, estudantes, advogadas, pescadoras, guardi\u00e3s de saberes ancestrais e tudo o que quisermos ser,\u201d disse Franciele Silva, estudante brasileira de direito da Universidade Federal da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dia Internacional das Mulheres e Meninas de Ascend\u00eancia Africana, comemorado pela primeira vez neste dia 25 de julho, \u00e9 um apelo para ir al\u00e9m das declara\u00e7\u00f5es e avan\u00e7ar para a\u00e7\u00f5es ousadas e transformadoras, incluindo investimentos em educa\u00e7\u00e3o, combate a estere\u00f3tipos e garantia de representatividade na lideran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste dia \u00e9 uma forma de visibilizar nossas lutas, nossas exist\u00eancias e nossas contribui\u00e7\u00f5es, que muitas vezes s\u00e3o apagadas ou silenciadas,\u201d disse Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Hanadi Saad Al Farhan, profissional humanit\u00e1ria e de desenvolvimento comunit\u00e1rio sediada em Basrah, Iraque, e ex-bolsista da ONU de ascend\u00eancia africana, este dia lembra ao mundo que as mulheres e meninas de ascend\u00eancia africana s\u00e3o importantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVisibilidade \u00e9 dignidade. \u00c9 um apelo ao reconhecimento, n\u00e3o apenas das injusti\u00e7as hist\u00f3ricas que enfrentamos, mas tamb\u00e9m das lutas cont\u00ednuas contra o racismo sist\u00eamico, a exclus\u00e3o e o apagamento\u201d, disse Saad Al Farhan. \u201c\u00c9 tamb\u00e9m um dia para valorizar nossa resili\u00eancia, cultura e contribui\u00e7\u00f5es, que muitas vezes s\u00e3o ignoradas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No Iraque, explicou Saad Al Farhan, as pessoas de ascend\u00eancia africana s\u00e3o praticamente invis\u00edveis no discurso p\u00fablico. Dias internacionais como este criam um espa\u00e7o para que elas possam expressar sua verdade e afirmar seu lugar na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Justina Obaoye-Ajala, advogada internacional de direitos humanos e pesquisadora s\u00eanior para direitos ind\u00edgenas e de minorias e pessoas de ascend\u00eancia africana, ecoou essa perspectiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor muito tempo, as lutas, for\u00e7as e triunfos das mulheres e meninas de ascend\u00eancia africana foram apagados ou marginalizados na hist\u00f3ria, na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e at\u00e9 mesmo nos principais movimentos feministas\u201d, disse Obaoye-Ajala.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNeste dia, a ONU Direitos Humanos n\u00e3o apenas homenageia suas contribui\u00e7\u00f5es para a sociedade, mas tamb\u00e9m reconhece as desigualdades estruturais persistentes que continuam a marginaliz\u00e1-las\u201d, disse Marie Joseph Ayissi, oficial de direitos humanos da ONU Direitos Humanos e secret\u00e1rio do Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Pessoas de Ascend\u00eancia Africana (WGEPAD).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"385\" src=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-african-1-580x385.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74690\" srcset=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-african-1-580x385.jpg 580w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-african-1-400x266.jpg 400w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-african-1.jpg 602w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Hanadi Saad Al Fahran, profissional humanit\u00e1ria e de desenvolvimento comunit\u00e1rio sediada no Iraque. Ela tamb\u00e9m \u00e9 ex-bolsista da ONU de ascend\u00eancia africana. \u00a9 Programa de Bolsas para L\u00edderes do Iraque.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Saad Al Fahran disse que, mesmo em contextos profissionais, as mulheres de ascend\u00eancia africana sentem que precisam trabalhar o dobro para ganhar o mesmo respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm dos maiores desafios \u00e9 que a discrimina\u00e7\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o normalizada que muitos nem a veem como um problema. \u00c9 por isso que a documenta\u00e7\u00e3o, a conscientiza\u00e7\u00e3o e a solidariedade s\u00e3o t\u00e3o importantes\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Silva, que nasceu no Quilombo Rio dos Macacos, uma comunidade afro-brasileira, disse que sua experi\u00eancia foi marcada tanto pela resist\u00eancia quanto pela esperan\u00e7a.&nbsp; Um quilombo \u00e9 uma comunidade afro-brasileira tradicional fundada originalmente por africanos escravizados que escaparam da escravid\u00e3o e formaram assentamentos autogovernados. Hoje, muitos quilombos continuam a defender suas terras ancestrais, cultura e identidade coletiva, ao mesmo tempo em que lutam por direitos \u00e0 terra e justi\u00e7a social. Silva disse que crescer em um quilombo lhe ensinou o valor da comunidade, da ancestralidade e da luta pelos direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"385\" src=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-Franciele-580x385.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74693\" srcset=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-Franciele-580x385.jpg 580w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-Franciele-400x266.jpg 400w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Picture-Franciele.jpg 602w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Franciele Silva, coordenadora da Associa\u00e7\u00e3o Quilombola e estudante de Direito no Brasil. Ela tamb\u00e9m \u00e9 ex-bolsista ind\u00edgena da ONU. \u00a9 Franciele Silva.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo mesmo tempo, enfrento diariamente os reflexos do racismo estrutural: a invisibilidade, a viol\u00eancia institucional, a nega\u00e7\u00e3o de direitos b\u00e1sicos e o constante esfor\u00e7o para provar nossa legitimidade em espa\u00e7os que ainda n\u00e3o foram pensados para n\u00f3s\u201d, disse Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Na China, Obaoye-Ajala se tornou a primeira advogada africana a comparecer aos tribunais chineses. No entanto, seu trabalho n\u00e3o aconteceu sem resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"385\" src=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/PictureJustina-580x385.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74696\" srcset=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/PictureJustina-580x385.jpg 580w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/PictureJustina-400x266.jpg 400w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/PictureJustina.jpg 602w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Justina Obaoye-Ajala, advogada internacional nigeriana especializada em direitos humanos, radicada na China. Ela tamb\u00e9m \u00e9 ex-bolsista s\u00eanior dos Programas de Bolsas de Estudo para Ind\u00edgenas e Descendentes de Africanos da ONU.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnfrentei resist\u00eancias estruturais e institucionais. Esses desafios n\u00e3o eram apenas profissionais; eram profundamente pessoais\u201d, disse Obaoye-Ajala. \u201cEles revelaram como ra\u00e7a, g\u00eanero e status migrat\u00f3rio se cruzam de maneiras que amplificam a marginaliza\u00e7\u00e3o, especialmente em sistemas que n\u00e3o foram projetados para acomodar diferen\u00e7as.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Seja em um quilombo no Brasil, em uma comunidade no Iraque ou em um tribunal na China, suas experi\u00eancias apontam para a natureza global das formas sobrepostas de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA discrimina\u00e7\u00e3o sobreposta, tamb\u00e9m conhecida como discrimina\u00e7\u00e3o interseccional, refere-se aos sistemas compostos e interligados de opress\u00e3o enfrentados por mulheres e meninas de ascend\u00eancia africana\u201d, disse Obaoye-Ajala.<\/p>\n\n\n\n<p>A ONU Direitos Humanos observa que, embora mulheres e meninas de ascend\u00eancia africana tenham estado na vanguarda dos movimentos por justi\u00e7a e igualdade, suas contribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o frequentemente ignoradas, mesmo quando continuam a enfrentar profundas disparidades na sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, emprego e no sistema de justi\u00e7a criminal.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA discrimina\u00e7\u00e3o sobreposta n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma \u201cdupla opress\u00e3o\u201d; \u00e9 uma matriz de injusti\u00e7a estrutural.\u201c<\/p>\n\n\n\n<p>Justina Obaoye-Ajala, advogada internacional de direitos humanos e ex-bolsista s\u00eanior dos Programas de Bolsas de Estudo para Ind\u00edgenas e Descendentes de Africanos da ONU, Nig\u00e9ria<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Saad Al Farhan explicou que, no Iraque, uma mulher afro-iraquiana pode enfrentar discrimina\u00e7\u00e3o no trabalho devido \u00e0 cor da pele e estigma social por se manifestar ou buscar uma posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Saad Al Farhan enfatizou a necessidade de pol\u00edticas interseccionais que abordem ra\u00e7a e g\u00eanero em conjunto, pedindo representatividade, espa\u00e7os seguros e investimento em educa\u00e7\u00e3o, emprego e conscientiza\u00e7\u00e3o cultural. Obaoye-Ajala acrescentou que mudan\u00e7as sist\u00eamicas s\u00e3o essenciais, incluindo reformas legais, coleta de dados, apoio a movimentos feministas negros e foco na experi\u00eancia vivida. Silva concordou, enfatizando que as experi\u00eancias das mulheres negras devem impulsionar e moldar a mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A ONU Direitos Humanos considera essencial que leis antidiscrimina\u00e7\u00e3o sejam adotadas e aplicadas, e que abordagens baseadas em g\u00eanero sejam totalmente integradas a todos os programas relevantes, usando dados desagregados para garantir que as pol\u00edticas reflitam as realidades vividas pelas pessoas mais afetadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Escrit\u00f3rio apoia esse trabalho por meio de parcerias com a sociedade civil, realizando pesquisas e fornecendo orienta\u00e7\u00e3o aos Estados. Por meio de seu Programa de Bolsas para Pessoas de Ascend\u00eancia Africana, o Escrit\u00f3rio treinou mais de 160 agentes de mudan\u00e7a de 50 pa\u00edses, 72% dos quais s\u00e3o mulheres, para defender a igualdade em n\u00edvel nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgrade\u00e7o profundamente o trabalho da ONU Direitos Humanos em amplificar as vozes daqueles que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o ouvidos\u201d, disse Saad Al Farhan. \u201cSeu foco nos direitos humanos, no antirracismo e na igualdade de g\u00eanero d\u00e1 legitimidade a lutas como a nossa. Quando organiza\u00e7\u00f5es internacionais como a ONU Direitos Humanos reconhecem nossas comunidades e hist\u00f3rias, isso envia uma mensagem poderosa de que nossos direitos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Obaoye-Ajala, o trabalho do Escrit\u00f3rio representa uma combina\u00e7\u00e3o poderosa de lideran\u00e7a vision\u00e1ria e a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinha experi\u00eancia com a ONU Direitos Humanos tem sido inspiradora e gratificante, e sinto-me honrada por ter contribu\u00eddo para sua importante miss\u00e3o\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Silva afirmou que o Escrit\u00f3rio constr\u00f3i pontes entre comunidades marginalizadas e mecanismos internacionais de prote\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA luta pela equidade deve estar enraizada na escuta ativa e no reconhecimento do nosso poder\u201d, disse Silva.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cQue este dia nos inspire a continuar caminhando juntos, construindo um futuro onde nossa exist\u00eancia n\u00e3o seja definida pela resist\u00eancia, mas pela liberdade e escolha plenas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Franciele Silva, estudante de Direito e ex-bolsista ind\u00edgena da ONU, Brasil<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>FIM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs mulheres e meninas afrodescendentes n\u00e3o s\u00e3o apenas v\u00edtimas de um sistema desigual, somos tamb\u00e9m lideran\u00e7as, pensadoras, escritoras, m\u00e3es, artistas, estudantes, advogadas, pescadoras, guardi\u00e3s de saberes ancestrais e tudo o que quisermos ser,\u201d disse Franciele Silva, estudante brasileira de direito da Universidade Federal da Bahia. 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