{"id":74602,"date":"2025-06-26T12:59:11","date_gmt":"2025-06-26T16:59:11","guid":{"rendered":"https:\/\/acnudh.org\/?p=74602"},"modified":"2025-07-30T17:02:23","modified_gmt":"2025-07-30T21:02:23","slug":"prevenir-a-tortura-e-mais-do-que-obedecer-normas-juridicas-e-um-imperativo-etico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/prevenir-a-tortura-e-mais-do-que-obedecer-normas-juridicas-e-um-imperativo-etico\/","title":{"rendered":"\u201cPrevenir a tortura \u00e9 mais do que obedecer normas jur\u00eddicas: \u00e9 um imperativo \u00e9tico\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>26 de junho de 2025 &#8211; <strong>Em entrevista sobre o\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.un.org\/en\/observances\/torture-victims-day\"><strong>Dia Internacional contra a Tortura<\/strong><\/a><strong>, o subprocurador-geral do Brasil e membro do Subcomit\u00ea de Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Tortura da ONU, Luciano Mariz Maia, alerta que &#8220;a tortura institucional resiste a reformas formais porque se ancora em desigualdades sociais, racismo estrutural e naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia&#8221;.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assinalada em 26 de junho, a data internacional foi estabelecida pela&nbsp;<\/strong><a href=\"http:\/\/undocs.org\/A\/RES\/52\/149\"><strong>resolu\u00e7\u00e3o 52\/149<\/strong><\/a><strong>&nbsp;da Assembleia Geral da ONU para unir esfor\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o total da tortura e ao funcionamento efetivo da&nbsp;<\/strong><a href=\"http:\/\/www.ohchr.org\/EN\/ProfessionalInterest\/Pages\/CAT.aspx\"><strong>Conven\u00e7\u00e3o contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cru\u00e9is, Desumanos ou Degradantes<\/strong><\/a><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A entrevista na integra:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como foi sua trajet\u00f3ria no enfrentamento \u00e0 tortura no Brasil?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Sou de uma gera\u00e7\u00e3o que viveu sua adolesc\u00eancia sob a ditadura militar no Brasil, e teve de lutar por democracia e pelo respeito aos direitos humanos. Desde cedo compreendi que a tortura n\u00e3o \u00e9 um desvio ocasional de conduta, mas um fen\u00f4meno estrutural. Mas foi em 2000, acompanhando a visita ao Brasil do ent\u00e3o Relator Especial da ONU, Sir Nigel Rodley, eu j\u00e1 membro do MPF, passei a integrar um conjunto de esfor\u00e7os institucionais voltados \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica da tortura, com vistas ao estabelecimento de pol\u00edticas institucionais capazes de iniciar investiga\u00e7\u00f5es e responsabiliza\u00e7\u00e3o, e, por fim, o estabelecimento de sistema nacional de preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento \u00e0 tortura. Nessa \u00e9poca, participei da articula\u00e7\u00e3o e da atua\u00e7\u00e3o conjunta entre \u00f3rg\u00e3os governamentais, o MPF, entidades da sociedade civil e organiza\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo das d\u00e9cadas seguintes, contribui com o processo de cria\u00e7\u00e3o do Mecanismo Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Combate \u00e0 Tortura (MNPCT), inclusive com a elabora\u00e7\u00e3o de documentos normativos, apoio \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o direta em unidades de priva\u00e7\u00e3o de liberdade e colabora\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio Mecanismo Nacional e o Comit\u00ea Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Combate \u00e0 Tortura (CNPCT). Na esfera acad\u00eamica, dedico-me h\u00e1 35 anos ao ensino do Direito Constitucional e dos Direitos Humanos na Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB).<\/p>\n\n\n\n<p>Em minha tese de doutorado, intitulada&nbsp;<em>Do Controle Judicial da Tortura Institucional no Brasil<\/em>, propus que a tortura cometida por agentes p\u00fablicos n\u00e3o fosse vista apenas como pr\u00e1tica individual, mas como reflexo de arranjos institucionais que toleram ou at\u00e9 incentivam a viol\u00eancia como forma de controle social. Analisei a dificuldade do sistema judicial em dar respostas eficazes, em raz\u00e3o de pactos de sil\u00eancio, da invisibilidade da viol\u00eancia e da banaliza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas que deveriam ser intoler\u00e1veis. Costumo sintetizar esse fen\u00f4meno com quatro \u201cii\u201d: invis\u00edvel, indiz\u00edvel, insindic\u00e1vel e impun\u00edvel (em ingl\u00eas corresponderia aos 4 \u201cuu\u201d: a tortura \u00e9 unseen (n\u00e3o vista), untold (n\u00e3o contada), uninvestigated (n\u00e3o investigada) e unpunished (n\u00e3o punida).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como o senhor avalia o papel do Minist\u00e9rio P\u00fablico no sistema de preven\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico brasileiro possui um desenho constitucional singular. N\u00e3o \u00e9 apenas titular da a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica, mas tamb\u00e9m respons\u00e1vel por exercer controle externo da atividade policial e assegurar o respeito aos direitos fundamentais por parte de autoridades p\u00fablicas. Essa combina\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es coloca o Minist\u00e9rio P\u00fablico numa posi\u00e7\u00e3o privilegiada para agir contra a tortura, seja para prevenir, seja para reprimir.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o MPF evoluiu muito nesse campo. Al\u00e9m de apoiar institucionalmente o MNPCT, desenvolveu protocolos pr\u00f3prios de fiscaliza\u00e7\u00e3o de pres\u00eddios, unidades socioeducativas e hospitais psiqui\u00e1tricos, frequentemente em articula\u00e7\u00e3o com defensorias p\u00fablicas e conselhos de direitos humanos. Diversos procuradores passaram a compreender a tortura como fen\u00f4meno sist\u00eamico, e n\u00e3o apenas como fato isolado.<\/p>\n\n\n\n<p>O poder de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, especialmente para realizar controle externo da atividade policial. Isso foi refor\u00e7ado quando declarou a inconstitucionalidade de tentativas de desmonte do Sistema Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Combate \u00e0 Tortura. O STF afirmou o car\u00e1ter essencial da preven\u00e7\u00e3o \u00e0 tortura e reconheceu o dever do Estado brasileiro de manter estruturas aut\u00f4nomas, t\u00e9cnicas e permanentes para esse fim. Esse reconhecimento fortalece o MP como agente de transforma\u00e7\u00e3o e legitima sua atua\u00e7\u00e3o ao lado dos mecanismos de preven\u00e7\u00e3o.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais ser\u00e3o suas prioridades como membro do SPT?<\/h3>\n\n\n\n<p>O Subcomit\u00ea das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Preven\u00e7\u00e3o da Tortura (SPT), do qual passei a fazer parte em janeiro de 2025, exerce um papel essencial no monitoramento de compromissos assumidos pelos Estados signat\u00e1rios do Protocolo Facultativo \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o Contra a Tortura (OPCAT). Meu objetivo \u00e9 fortalecer o di\u00e1logo entre o SPT, os mecanismos nacionais de preven\u00e7\u00e3o, e as institui\u00e7\u00f5es de justi\u00e7a e seguran\u00e7a, sobretudo com pa\u00edses africanos parte no OPCAT, e, entre esses, os de l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pretendo contribuir para que o SPT:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Reforce a import\u00e2ncia de visitas regulares e in loco aos locais de priva\u00e7\u00e3o de liberdade;<\/li>\n\n\n\n<li>Apoie os mecanismos nacionais na supera\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos pr\u00e1ticos, como restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e interfer\u00eancias pol\u00edticas;<\/li>\n\n\n\n<li>Valorize experi\u00eancias locais bem-sucedidas, que combinem inspe\u00e7\u00e3o com escuta ativa de pessoas custodiadas;<\/li>\n\n\n\n<li>Aperfei\u00e7oe suas metodologias de acompanhamento p\u00f3s-visita, para assegurar que as recomenda\u00e7\u00f5es tenham efeito concreto.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Contribua para que as institui\u00e7\u00f5es nacionais de supervis\u00e3o e controle de lugares de priva\u00e7\u00e3o da liberdade monitorem riscos estruturais e oportunidades de ocorr\u00eancias de pr\u00e1ticas de tortura ou tratamento desumano ou degradante;<\/li>\n\n\n\n<li>Fomente nos \u00f3rg\u00e3os do poder judici\u00e1rio e do minist\u00e9rio p\u00fablico o exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es de supervis\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle, com a dilig\u00eancia devida, para que os respons\u00e1veis pela gest\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o de lugares de priva\u00e7\u00e3o da liberdade desempenhem suas fun\u00e7\u00f5es em conformidade com as obriga\u00e7\u00f5es internacionais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Na perspectiva ampla de preven\u00e7\u00e3o, adotada pelo SPT, este \u00f3rg\u00e3o da ONU pode e deve colaborar para ampliar a capacidade institucional de promotores, defensores, policiais e agentes penitenci\u00e1rios, n\u00e3o apenas para coibir, mas para prevenir pr\u00e1ticas que desumanizam o trato com pessoas privadas de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual sua vis\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o da tortura?<\/h3>\n\n\n\n<p>Prevenir a tortura n\u00e3o \u00e9 apenas uma exig\u00eancia jur\u00eddica, \u00e9 um imperativo \u00e9tico e pol\u00edtico. A tortura \u00e9 express\u00e3o extrema do arb\u00edtrio do Estado sobre corpos vulnerabilizados. Em muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, incluindo o Brasil, ela atinge de forma desproporcional pessoas negras, pobres e jovens. Por isso, n\u00e3o basta tipific\u00e1-la ou puni-la formalmente. \u00c9 necess\u00e1rio enfrentar as condi\u00e7\u00f5es que permitem que ela continue sendo praticada \u2014 seja em delegacias, pres\u00eddios, hospitais, institui\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas ou unidades de interna\u00e7\u00e3o para adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o exige a\u00e7\u00f5es permanentes, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Inspe\u00e7\u00f5es regulares;<\/li>\n\n\n\n<li>Registro e controle rigoroso das ocorr\u00eancias;<\/li>\n\n\n\n<li>Forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica e t\u00e9cnica dos operadores do sistema penal;<\/li>\n\n\n\n<li>Participa\u00e7\u00e3o social na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas;<\/li>\n\n\n\n<li>Garantia de acesso \u00e0 justi\u00e7a para as v\u00edtimas;<\/li>\n\n\n\n<li>Responsabiliza\u00e7\u00e3o dos perpetradores.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Como costumo dizer, a tortura institucional se alimenta da indiferen\u00e7a. O papel do SPT, nesse contexto, \u00e9 dar visibilidade ao que muitos preferem manter escondido: as pr\u00e1ticas de viol\u00eancia autorizadas, legitimadas, toleradas ou simplesmente ignoradas pelas institui\u00e7\u00f5es estatais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Qual a relev\u00e2ncia de um Mecanismo Nacional de Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Tortura?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O MNP \u00e9 a face mais pr\u00f3xima do sistema internacional na realidade de cada pa\u00eds. Ele \u00e9 previsto para atuar com abordagem e metodologia que refletem a atua\u00e7\u00e3o do SPT, mas onde o SPT n\u00e3o pode estar diariamente: nas visitas peri\u00f3dicas, nas recomenda\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, na media\u00e7\u00e3o com autoridades locais. \u00c9 por meio dele que se revela o cotidiano da priva\u00e7\u00e3o de liberdade. \u00c9 tamb\u00e9m ele que pode agir de forma imediata para prevenir tortura, maus-tratos e outras formas de viol\u00eancia institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para cumprir sua fun\u00e7\u00e3o, o MNP precisa de:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Independ\u00eancia funcional e administrativa;<\/li>\n\n\n\n<li>Recursos financeiros adequados;<\/li>\n\n\n\n<li>Garantia de acesso irrestrito a todas as unidades de priva\u00e7\u00e3o de liberdade;<\/li>\n\n\n\n<li>Prote\u00e7\u00e3o contra retalia\u00e7\u00f5es para v\u00edtimas e denunciantes;<\/li>\n\n\n\n<li>Di\u00e1logo permanente com o SPT, com o sistema de justi\u00e7a e seguran\u00e7a e com a sociedade civil.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Sem essas condi\u00e7\u00f5es, o MNP se torna simb\u00f3lico. Com elas, pode salvar vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>FIM<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Para saber mais, siga&nbsp;<\/strong><\/em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/onuderechoshumanos\/\"><em><strong>@onuderechoshumanos<\/strong><\/em><\/a><em><strong>&nbsp;nas redes e visite a p\u00e1gina do Dia Internacional contra a Tortura:&nbsp;<\/strong><\/em><a href=\"https:\/\/www.un.org\/es\/observances\/torture-victims-day\"><em><strong>https:\/\/www.un.org\/es\/observances\/torture-victims-day<\/strong><\/em><\/a><em><strong>&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26 de junho de 2025 &#8211; Em entrevista sobre o\u00a0Dia Internacional contra a Tortura, o subprocurador-geral do Brasil e membro do Subcomit\u00ea de Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Tortura da ONU, Luciano Mariz Maia, alerta que &#8220;a tortura institucional resiste a reformas formais porque se ancora em desigualdades sociais, racismo estrutural e naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia&#8221;.\u00a0 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