{"id":59204,"date":"2018-08-27T14:07:43","date_gmt":"2018-08-27T17:07:43","guid":{"rendered":"http:\/\/acnudh.org\/brasil-em-dialogo-com-gazeta-do-povo-representante-analisa-percepcoes-sobre-direitos-humanos\/"},"modified":"2019-07-29T12:52:00","modified_gmt":"2019-07-29T16:52:00","slug":"brasil-em-dialogo-com-gazeta-do-povo-representante-analisa-percepcoes-sobre-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/brasil-em-dialogo-com-gazeta-do-povo-representante-analisa-percepcoes-sobre-direitos-humanos\/","title":{"rendered":"Brasil: em di\u00e1logo com Gazeta do Povo, Representante analisa percep\u00e7\u00f5es sobre direitos humanos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>27 de agosto de 2018 &#8211; La Representante para Am\u00e9rica del Sur del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos (ACNUDH), Birgit Gerstenberg, convers\u00f3 con el periodista Rafael Macedo del diario brasile\u00f1o &#8220;Gazeta do Povo&#8221;&nbsp;sobre recientes encuestas de&nbsp;percepci\u00f3n sobre derechos humanos en&nbsp;la poblaci\u00f3n.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Confira a entrevista na \u00edntegra:<\/em><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" style=\"text-align:center\">Brasileiros\nacreditam que bandidos s\u00e3o mais defendidos que as v\u00edtimas<\/h6>\n\n\n\n<p><em>Levantamento mostra que maioria aprova os Direitos Humanos, mas ao mesmo tempo n\u00e3o se considera inclu\u00edda por quem os defendem<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Macedo, especial para a <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/justica\/brasileiros-acreditam-que-bandidos-sao-mais-defendidos-que-as-vitimas-dk0tqen2uv50bs9pcu015yyft\/%20\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Gazeta do Povo (abre en una nueva pesta\u00f1a)\">Gazeta do Povo<\/a> &#8211; 27\/08\/2018<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"498\" height=\"580\" src=\"http:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Screen-Shot-2019-07-29-at-12.01.34-PM-498x580.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-59199\" srcset=\"https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Screen-Shot-2019-07-29-at-12.01.34-PM-498x580.png 498w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Screen-Shot-2019-07-29-at-12.01.34-PM-344x400.png 344w, https:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Screen-Shot-2019-07-29-at-12.01.34-PM.png 642w\" sizes=\"auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;A\nDeclara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos completa neste ano, em dezembro, 70\nanos. Mesmo depois de tanto tempo, o brasileiro desconhece o que diz o texto e\ncomo \u00e9 aplicado no pa\u00eds, aponta pesquisa. Ainda que 63% sejam favor\u00e1veis, 66%\nacreditam que os \u201cbandidos s\u00e3o mais defendidos que as v\u00edtimas\u201d e mais da metade\ndos entrevistados n\u00e3o se sente representada pelos organismos de defesa dos\ndireitos universais.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os\nmotivos que explicam o resultado est\u00e1 a aus\u00eancia do Estado em assegurar o que\nfoi definido no momento da elabora\u00e7\u00e3o do documento, como na dissemina\u00e7\u00e3o de\ninforma\u00e7\u00f5es sobre seus princ\u00edpios. Especialistas apontam que \u00e9 necess\u00e1rio\ntamb\u00e9m tratar o assunto nas escolas, universidades e meios de comunica\u00e7\u00e3o de\nmaneira mais reflexiva e menos polarizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os direitos\nhumanos s\u00e3o valores universais baseados em culturas e tradi\u00e7\u00f5es ao redor do\nmundo. Implicam em direitos e liberdades fundamentais para que cada pessoa\npossa viver uma vida digna e exercer todas suas potencialidades. \u201cHoje vemos\numa hostilidade dirigida aos direitos humanos e ao estado de direito\u201d, avalia\nBirgit Gerstenberg, representante para Am\u00e9rica do Sul do Alto Comissariado das\nNa\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). A declara\u00e7\u00e3o vem ao encontro\ndos n\u00fameros levantados pela pesquisa Pulso Brasil da Ipsos. Quando questionados\nsobre quem mais se beneficia com os direitos humanos, 56% dos 1,2 mil\nentrevistados responderam que s\u00e3o os bandidos. Mais da metade dos entrevistados\n(54%) concordam com a frase \u201cos direitos humanos n\u00e3o defendem pessoas como eu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os\nmotivos para a rejei\u00e7\u00e3o est\u00e1 o pr\u00f3prio entendimento do que s\u00e3o os tais\ndireitos. \u201cTodos sabem mais ou menos o que s\u00e3o, por\u00e9m no momento de definir\nfica mais dif\u00edcil\u201d, avalia Taysa Schiocchet, professora do curso de Direito da\nUniversidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Propagar os conceitos est\u00e1 entre os\ncompromissos dos 193 pa\u00edses-membros da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, da qual o\nBrasil faz parte, mas estamos falhando nisto. \u201cJ\u00e1 se passaram quase 70 anos\ndesde a ado\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal, e dever\u00edamos ter conseguido chegar a\numa situa\u00e7\u00e3o em que as pessoas conhe\u00e7am os instrumentos e saibam como usar os\nmecanismos para proteger e demandar seus direitos. Por\u00e9m, a realidade \u00e9 outra\u201d,\nlamenta Birgit.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 por\nfalta de interesse at\u00e9 porque sete em cada dez brasileiros querem entender\nmelhor o significado dos direitos humanos e 73% querem saber melhor a atua\u00e7\u00e3o\ndos direitos humanos no Brasil, destaca a pesquisa. \u201cO fato dos direitos\nhumanos ainda n\u00e3o fazerem parte habitual da educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica \u00e9 uma falta dos\nestados na hora de cumprir com seu dever de promov\u00ea-los\u201d, completa Birgit.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo\ncom Jos\u00e9 Rodrigo Rodriguez, professor do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Direito\nda Unisinos e doutor em Filosofia, \u00e9 importante realizar um estudo qualitativo\npara compreender os motivos da rejei\u00e7\u00e3o a defensores dos direitos humanos. A\npesquisa mostra que 43% dos brasileiros t\u00eam receio de falar sobre direitos\nhumanos com outras pessoas e serem vistos como algu\u00e9m que defende bandidos. O\nprofessor aponta que, normalmente, quando o assunto sobre direitos humanos\nsurge na imprensa, est\u00e1 ligado a quest\u00f5es penais de grande apelo, como\nrebeli\u00f5es em pres\u00eddios e crimes chocantes. De acordo com ele, as not\u00edcias s\u00e3o\ntratadas, muitas vezes, com sensacionalismo, o que prejudica ainda mais o\ndebate. \u201cA indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 justa porque se tratam de casos escabrosos. As pessoas\nse posicionam contra qualquer tentativa de defender os direitos dos acusados em\nnome da emo\u00e7\u00e3o geral\u201d, pondera Rodriguez.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra\nsitua\u00e7\u00e3o que causa divis\u00e3o s\u00e3o os casos em que se discute desigualdade social e\nde oportunidades. Para parte da popula\u00e7\u00e3o esta prote\u00e7\u00e3o \u00e9 compreendida como\nprivil\u00e9gio injusto, como se estas pessoas que est\u00e3o sendo defendidas pela\nsitua\u00e7\u00e3o em que se encontram estivessem recebendo privil\u00e9gios. \u201cAlguns entendem\nassim: \u2018estamos todos trabalhando e nos esfor\u00e7ando e tem gente que esta furando\na fila por raz\u00f5es que n\u00e3o acho que sejam justas\u2019\u201d, aponta o professor da\nUnisinos. A parcela que n\u00e3o se sente atendida, pouco mais da metade dos\nentrevistados da pesquisa, tem a sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 em uma esp\u00e9cie de limbo.\nN\u00e3o pertencem \u00e0 elite, mas tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o entre as minorias que acreditam ser\nprotegidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para este\np\u00fablico, Taysa direciona uma reflex\u00e3o. \u201cMuitas pessoas que ocupam a classe\nm\u00e9dia hoje possuem casa, carro, emprego, s\u00e3o descendentes de um grupo que fez\nparte de uma popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel\u201d, lembra a professora da UFPR. Seguindo esta\nlinha de racioc\u00ednio, estes indiv\u00edduos n\u00e3o fazem parte de minoria porque foram\nbeneficiados l\u00e1 atr\u00e1s, por conquistas atribu\u00eddas aos direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso,\nela ressalta que somente parte das a\u00e7\u00f5es promovidas por organiza\u00e7\u00f5es que\ndefendem a aplica\u00e7\u00e3o global dos direitos universais \u00e9 contabilizada,\nnormalmente com conota\u00e7\u00e3o negativa. \u201cColocam na conta dos direitos humanos o\nfato de algu\u00e9m que \u00e9 considerado bandido n\u00e3o ter sido preso ou um policial que\n\u00e9 condenado disciplinarmente. Mas os direitos humanos s\u00e3o importantes para\nassegurar a sa\u00fade para todos, creche, educa\u00e7\u00e3o inclusiva para crian\u00e7as com\ndefici\u00eancia. Quando as pessoas conseguem os benef\u00edcios estas a\u00e7\u00f5es v\u00e3o muito\nmenos na conta dos direitos humanos porque s\u00e3o compreendidas como conquistas\npessoais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Igualdade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para os\nespecialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, existem alguns fatores importantes\npara que os direitos humanos sejam exercidos na pr\u00e1tica e de maneira que todos\nse sintam contemplados. Tr\u00eas deles se destacam. A riqueza tem que ser melhor\ndistribu\u00edda, assim como os servi\u00e7os oferecidos pelo pa\u00eds t\u00eam que alcan\u00e7ar a\ntodos, com efici\u00eancia. \u201cSe existe uma rela\u00e7\u00e3o de conforto geral, as corre\u00e7\u00f5es\nque devem ser feitas em rela\u00e7\u00e3o a grupos espec\u00edficos n\u00e3o causariam inc\u00f4modo\u201d,\naponta Rodriguez.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nprofessora titular do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (IFCH) da\nUnicamp, N\u00e9ri de Barros Almeida, lembra que a justi\u00e7a igual para todos tem de\nser exercida independentemente das diferen\u00e7as de g\u00eanero, ra\u00e7a, cor,\nnacionalidade, l\u00edngua, cultura. \u201cDepois disso, diz o texto, todos t\u00eam de ter\nacesso \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de seu padr\u00e3o de vida. Todo mundo tem\ndireito a uma nacionalidade, a emprego, \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o digna, ao deslocamento, \u00e0\nmoradia e \u00e0 propriedade e \u00e0 ordem internacional. Se todos tivessem acesso a\ntais direitos, ter\u00edamos uma sociedade mais feliz\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>O\nconhecimento sobre o assunto tamb\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel. \u201cQuando em 1948 a\nOrganiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas aprova o texto da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos\nDireitos Humanos, era previsto em seu pre\u00e2mbulo que o documento fosse ensinado\npelos pa\u00edses signat\u00e1rios em todas as escolas. Isso n\u00e3o aconteceu e, de modo\ngeral, ainda n\u00e3o acontece no Brasil\u201d, afirma N\u00e9ri. \u201cEnt\u00e3o, se poucos leram a\nDeclara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, \u00e9 importante que falemos mais do que\nexiste l\u00e1\u201d, completa, se referindo ao debate na imprensa tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses\nsignat\u00e1rios s\u00e3o os principais garantidores dos direitos humanos. O Pacto\nInternacional sobre direitos econ\u00f4micos, sociais e culturais (DESC) inclui os\nn\u00edveis m\u00ednimos negociados internacionalmente. Cada Estado pode ir al\u00e9m desses\nm\u00ednimos, mas n\u00e3o deveria fazer menos. \u201cAo mesmo tempo, n\u00e3o basta esperar pela\nrealiza\u00e7\u00e3o plena de nossos direitos humanos como se fossem um presente, pois\neles sempre significaram a\u00e7\u00e3o e luta\u201d, pondera Birgit.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ganhos\ndos direitos das mulheres, por exemplo, s\u00e3o resultado desta luta. \u201cAbusos podem\ncontinuar acontecendo, mas existe uma voz coletiva contr\u00e1ria muito forte. At\u00e9\nmuito recentemente a mulher era culpada por todas as agress\u00f5es que sofria\u201d,\navalia N\u00e9ri. A professora lembra outras conquistas. H\u00e1 pouco tempo era\nimposs\u00edvel para uma pessoa com defici\u00eancia sair sozinha para resolver algum\nproblema pessoal fora de casa. \u201cAinda h\u00e1 muita dificuldade, mas parte das\npessoas j\u00e1 acredita que a cal\u00e7ada deve ser rebaixada e deve estar livre de\ndesn\u00edveis e buracos, que os estabelecimentos p\u00fablicos devem ter sanit\u00e1rios\nadequados\u201d, admite. \u201cO mundo do respeito \u00e0 diversidade \u00e9 mais igualit\u00e1rio do\nque aquele da homogeneidade compuls\u00f3ria\u201d, finaliza a professora da Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os Direitos\nHumanos s\u00e3o o resultado de um consenso hist\u00f3rico que passou a se tornar\nhegem\u00f4nico no final do s\u00e9culo 18 com a dissemina\u00e7\u00e3o dos ideais que deram origem\n\u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (1789). Este documento refor\u00e7ou o entendimento da\nDeclara\u00e7\u00e3o de Direitos inglesa, uma rea\u00e7\u00e3o a tratamentos desumanos e injusti\u00e7as\nelaborada em 1689, ap\u00f3s as guerras civis inglesas. \u201cEsse consenso afirma que\ntodos os homens s\u00e3o iguais e que a lei deve garantir que essa verdade n\u00e3o seja\namea\u00e7ada\u201d, explica N\u00e9ri de Barros Almeida, professora da Unicamp. A Declara\u00e7\u00e3o\nUniversal dos Direitos Humanos foi proclamada pela Assembleia Geral da ONU em\nParis, em 10 de dezembro de 1948. Ela estabelece, pela primeira vez, a prote\u00e7\u00e3o\nuniversal dos direitos humanos. O documento foi uma resposta para as\natrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial nunca mais voltassem a\nacontecer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fuente: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/justica\/brasileiros-acreditam-que-bandidos-sao-mais-defendidos-que-as-vitimas-dk0tqen2uv50bs9pcu015yyft\/%20\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Gazeta do Povo (enlace externo (abre en una nueva pesta\u00f1a)\">Gazeta do Povo (enlace externo<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p>FIM<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\n\n&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ONU Direitos Humanos \u2013 Am\u00e9rica do Sul<\/strong>\n\n<strong>Facebook:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/ONUdh\">www.facebook.com\/ONUdh<\/a>\n\n<strong>Twitter:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/ONU_derechos\">www.twitter.com\/ONU_derechos<\/a>\n\n<strong>YouTube:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/onuderechos\">www.youtube.com\/onuderechos<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27 de agosto de 2018 &#8211; La Representante para Am\u00e9rica del Sur del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos (ACNUDH), Birgit Gerstenberg, convers\u00f3 con el periodista Rafael Macedo del diario brasile\u00f1o &#8220;Gazeta do Povo&#8221;&nbsp;sobre recientes encuestas de&nbsp;percepci\u00f3n sobre derechos humanos en&nbsp;la poblaci\u00f3n. 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