{"id":34696,"date":"2018-03-06T20:34:23","date_gmt":"2018-03-06T20:34:23","guid":{"rendered":"http:\/\/acnudh.org\/?p=34696"},"modified":"2018-03-13T20:34:57","modified_gmt":"2018-03-13T20:34:57","slug":"metoo-e-ponto-de-inflexao-na-luta-por-direitos-das-mulheres-dizem-relatoras-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/metoo-e-ponto-de-inflexao-na-luta-por-direitos-das-mulheres-dizem-relatoras-da-onu\/","title":{"rendered":"#MeToo \u00e9 ponto de inflex\u00e3o na luta por direitos das mulheres, dizem relatoras da ONU"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/acnudh.org\/pt-br\/metoo-e-ponto-de-inflexao-na-luta-por-direitos-das-mulheres-dizem-relatoras-da-onu\/624944-5\/\" rel=\"attachment wp-att-34697\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-34697\" src=\"http:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/624944-4-e1520368326609-110x110.jpg\" alt=\"Foto: UN Photo\" width=\"110\" height=\"110\" \/><\/a>6 de mar\u00e7o de 2018 &#8211; Especialistas em direitos humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ohchr.org\/EN\/NewsEvents\/Pages\/DisplayNews.aspx?NewsID=22767&amp;LangID=E\" target=\"_blank\">elogiaram nesta ter\u00e7a-feira (6)<\/a>\u00a0o poderoso movimento global #MeToo, que levou luz \u00e0 desigualdade de g\u00eanero e \u00e0 viol\u00eancia sexual contra mulheres, e elogiaram aquelas que ousaram falar e exigir mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cPor meio de suas a\u00e7\u00f5es corajosas, essas mulheres lan\u00e7aram um movimento global que quebrou o sil\u00eancio sobre o ass\u00e9dio sexual e outras formas de viol\u00eancia sexual frequentemente toleradas\u201d, disseram os especialistas independentes em comunicado conjunto para o Dia Internacional da Mulher, 8 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 hora de homenagear as incont\u00e1veis mulheres que, durante a hist\u00f3ria, ousaram se levantar, protestar e dizer \u2018n\u00e3o\u2019 \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres e meninas e contra uma de suas piores manifesta\u00e7\u00f5es, a viol\u00eancia. Sua coragem e revolta foram a for\u00e7a por tr\u00e1s de cada progresso alcan\u00e7ado\u201d, disseram.<\/p>\n<p>Os especialistas classificaram o movimento como um ponto de inflex\u00e3o na luta pelos direitos das mulheres, e ofereceram o apoio total dos mecanismos de direitos humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um momento de transforma\u00e7\u00e3o, libertador e empoderador\u201d, disseram os relatores, em comunicado. \u201cAo falar nesta escala, as mulheres est\u00e3o rompendo normas discriminat\u00f3rias estabelecidas por s\u00e9culos que normalizam, aceitam e justificam a viol\u00eancia sexual contra mulheres e limitaram-nas a pap\u00e9is bem definidos de inferioridade e discrimina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor isso este momento \u00e9 t\u00e3o significativo. N\u00e3o \u00e9 mais apenas sobre indiv\u00edduos, mas sobre uma sociedade. N\u00e3o \u00e9 sobre moral e honra, \u00e9 sobre os direitos das mulheres como direitos humanos. \u00c9 o sistema de concentra\u00e7\u00e3o do poder e de domina\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo desafiado.\u201d<\/p>\n<p>Os especialistas disseram que a pergunta que est\u00e1 sendo feita agora n\u00e3o \u00e9 mais se acreditamos nas mulheres, mas sobre o que h\u00e1 de errado com nossa sociedade. \u201cComo pode a viol\u00eancia sexual contra mulheres existir em uma escala t\u00e3o massiva e end\u00eamica em um momento de paz nos locais mais ordin\u00e1rios da vida: escrit\u00f3rios, escolas, universidades, ruas, transporte p\u00fablico e em casa?\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDo Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, a viol\u00eancia sexual atravessa a linhas de cultura, religi\u00e3o, ideologia, est\u00e1gios de desenvolvimento econ\u00f4mico e atinge mulheres de todas as origens sociais e em todas as profiss\u00f5es, seja em partidos pol\u00edticos, institui\u00e7\u00f5es financeiras, na m\u00eddia e na ind\u00fastria do entretenimento, na academia e no campo humanit\u00e1rio. Acontece na fam\u00edlia. \u00c9 uma epidemia verdadeiramente universal.\u201d<\/p>\n<p>Com o advento deste movimento, os especialistas disseram que a vergonha e o medo est\u00e3o come\u00e7ando a deixar as v\u00edtimas para chegar aos abusadores e perpetuadores de viol\u00eancia sexual, que em muitos casos enfrentam a\u00e7\u00f5es criminais e outras consequ\u00eancias para seu comportamento inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cOs \u2018todo-poderosos\u2019 n\u00e3o s\u00e3o mais inating\u00edveis que podem gozar de impunidade em paz de esp\u00edrito. Sua capacidade de comprar o sil\u00eancio e de se esconder est\u00e1 sendo questionada, e seu poder de intimida\u00e7\u00e3o, evaporando\u201d, disseram os especialistas. \u201cNo momento, a complac\u00eancia dos outros e a indiferen\u00e7a de nossas institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o mais aceitas sem resist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos manter o impulso para torn\u00e1-lo um movimento verdadeiramente global que atinja todas as mulheres e meninas em lugares onde quebrar o sil\u00eancio e a viol\u00eancia contra mulheres ainda \u00e9 tabu e onde as mulheres t\u00eam pouco acesso \u00e0 Justi\u00e7a e nenhuma escolha a n\u00e3o ser carregar o peso da vergonha e da culpa\u201d, disseram os relatores da ONU.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 nesses lugares, longe dos holofotes da m\u00eddia internacional, que as vozes das mulheres precisam e devem ser ouvidas. Estamos aqui para apoiar esse movimento, em linha com nossos respectivos mandatos, e para unir for\u00e7as para sua continua\u00e7\u00e3o em todas as partes do mundo\u201d, declararam.<\/p>\n<p>Eles disseram ainda que a exist\u00eancia de leis e pol\u00edticas de combate ao ass\u00e9dio sexual e outras formas de viol\u00eancia sexual \u00e9 importante, mas n\u00e3o suficiente. \u201cIgualdade entre mulheres e homens \u00e9 uma luta da humanidade, uma luta tanto de homens como de mulheres. Em face \u00e0 viol\u00eancia sexual e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o, todos est\u00e3o preocupados e todos precisam agir\u201d, conclu\u00edram.<\/p>\n<p>O comunicado \u00e9 assinado por Alda Facio, Elizabeth Broderick, Ivana Rada\u010di\u0107, Meskerem Geset Techane, Melissa Upreti, relatora-presidente e membros do grupo de trabalho sobre a discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres na lei e na pr\u00e1tica; Dubravka \u0160imonovic, relatora especial para a viol\u00eancia contra a mulher, suas causas e consequ\u00eancias; e pelo Comit\u00ea da ONU para a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o contra Mulheres (CEDAW, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/metoo-e-ponto-de-inflexao-na-luta-por-direitos-das-mulheres-dizem-relatores-da-onu\/\" target=\"_blank\">ONU Brasil<\/a><\/em><\/p>\n<p>Saiba mais (em espanhol):\u00a0<a href=\"http:\/\/acnudh.org\/metoo-un-momento-transformador-liberador-y-empoderador\/\" target=\"_blank\">http:\/\/acnudh.org\/metoo-un-momento-transformador-liberador-y-empoderador\/<\/a><\/p>\n<div class=\"columna-izq-single\">\n<div class=\"columna-der-single\">\n<p><strong>ONU Direitos Humanos \u2013 Am\u00e9rica do Sul<\/strong><\/p>\n<p><strong>Facebook<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/ONUdh\" target=\"_blank\">www.facebook.com\/ONUdh<\/a><\/p>\n<p><strong>Twitter<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/ONU_derechos\" target=\"_blank\">www.twitter.com\/ONU_derechos<\/a><\/p>\n<p><strong>YouTube<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/onuderechos\" target=\"_blank\">www.youtube.com\/onuderechos<\/a><\/p>\n<p><strong>Veja o \u00cdndice Universal de Direitos Humanos<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/uhri.ohchr.org\/\" target=\"_blank\">http:\/\/uhri.ohchr.org\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>6 de mar\u00e7o de 2018 &#8211; 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