{"id":33245,"date":"2017-11-08T12:48:22","date_gmt":"2017-11-08T12:48:22","guid":{"rendered":"http:\/\/acnudh.org\/?p=33245"},"modified":"2017-11-08T12:54:06","modified_gmt":"2017-11-08T12:54:06","slug":"33245-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/33245-2\/","title":{"rendered":"O Brasil deve agir agora para evitar perder terreno na luta contra a escravid\u00e3o moderna &#8211; especialistas da ONU"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/acnudh.org\/pt-br\/33245-2\/portadabrasil\/\" rel=\"attachment wp-att-33246\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-33246\" src=\"http:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/portadabrasil-e1510145257322-110x110.jpg\" alt=\"Foto: ACNUDH\" width=\"110\" height=\"110\" \/><\/a><\/p>\n<p>GENEBRA (8 de novembro de 2017) &#8211; Especialistas em direitos humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas * pediram hoje ao governo do Brasil que adote a\u00e7\u00f5es urgentes para p\u00f4r termo a medidas que possam reduzir a prote\u00e7\u00e3o das pessoas contra a escravid\u00e3o moderna e debilitar os regulamentos corporativos.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil tem muitas vezes desempenhado um papel de lideran\u00e7a na luta contra a escravid\u00e3o moderna, por isso \u00e9 surpreendente e decepcionante ver medidas que poderiam fazer o pa\u00eds perder terreno nesta frente&#8221;, disseram os especialistas em uma declara\u00e7\u00e3o conjunta.<\/p>\n<p>A Relatora Especial da ONU sobre a escravid\u00e3o contempor\u00e2nea, Urmila Bhoola, disse que uma s\u00e9rie de desenvolvimentos est\u00e3o causando preocupa\u00e7\u00e3o, incluindo a portaria ministerial 1129, que limita a defini\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o contempor\u00e2nea e pode reduzir o n\u00famero de v\u00edtimas detectadas.<\/p>\n<p>&#8220;Esta portaria coloca o Brasil em risco de dar um passo atr\u00e1s na forma como regula os neg\u00f3cios&#8221;, disse a Sra. Bhoola. &#8220;\u00c9 essencial que o Brasil tome a\u00e7\u00f5es decisivas agora para evitar o debilitamento das medidas anti-escravid\u00e3o que foram implementadas na \u00faltima d\u00e9cada e que, por sua vez, enfraqueceriam a prote\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es pobres e exclu\u00eddas que s\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0 escravid\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Surya Deva, que preside o Grupo de Trabalho da ONU sobre direitos humanos e corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e outras empresas comerciais, tamb\u00e9m expressou preocupa\u00e7\u00e3o de que a portaria Ministerial coloque o pa\u00eds de volta na batalha contra a escravid\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>&#8220;No relat\u00f3rio sobre a nossa visita ao Brasil, apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em junho de 2016, o Grupo de Trabalho reconheceu iniciativas positivas para combater a escravid\u00e3o moderna, como a chamada \u2018lista suja\u2019 que publicava informa\u00e7\u00f5es sobre empregadores flagrados usando trabalho escravo, mas tamb\u00e9m advertiu sobre outra iniciativa que enfraquece a defini\u00e7\u00e3o de trabalho escravo (projeto de lei do Senado n\u00ba 413\/2013)\u201d, disse o Sr. Deva.<\/p>\n<p>&#8220;Tamb\u00e9m estamos preocupados com outras a\u00e7\u00f5es, incluindo cortes or\u00e7ament\u00e1rios para inspe\u00e7\u00f5es do trabalho, que desempenham um papel fundamental na detec\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas e na erradica\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Os especialistas reconheceram como positiva a not\u00edcia de que o Supremo Tribunal Federal ordenou a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria da portaria ministerial, e solicitaram que o governo reverta o portaria permanentemente.<\/p>\n<p>\n FIM\u00a0<\/p>\n<p> <em>* Os especialistas da ONU:\u00a0<strong>Sra. Urmila Bhoola,<\/strong>\u00a0Relatora Especial sobre formas contempor\u00e2neas de escravid\u00e3o e o Grupo de Trabalho sobre direitos humanos e corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e outras empresas, cujos membros atuais s\u00e3o:\u00a0<strong>Sr. Michael Addo, Sr. Surya Deva<\/strong>\u00a0<strong>(atual presidente ), Sr. Dante Pesce, Sra. Anita Ramasastry (atual vice-presidente) e Sr. Pavel Sulyandziga.<\/strong><\/em><\/p>\n<p> <em>Os especialistas fazem parte do que se conhece como Procedimentos Especiais do Conselho dos Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior \u00f3rg\u00e3o de especialistas independentes no Sistema de Direitos Humanos da ONU, \u00e9 o nome geral dos mecanismos independentes de monitoramento de direitos humanos do Conselho. Os titulares de mandato dos Procedimentos Especiais s\u00e3o especialistas independentes em direitos humanos nomeados pelo Conselho para abordar situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de pa\u00edses ou quest\u00f5es tem\u00e1ticas em todas as partes do mundo. Os especialistas n\u00e3o s\u00e3o funcion\u00e1rios da ONU e s\u00e3o independentes de qualquer governo ou organiza\u00e7\u00e3o. Eles servem em sua capacidade individual e n\u00e3o recebem um sal\u00e1rio por seu trabalho.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ohchr.org\/EN\/Countries\/LACRegion\/Pages\/BRIndex.aspx\" target=\"_blank\">P\u00e1gina do pa\u00eds dos Direitos Humanos da ONU &#8211; Brasil<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para consultas e pedidos de m\u00eddia, entre em contato com:<br \/>\n Eleanor Robb (+41 22 917 9800 \/\u00a0<a href=\"mailto:erobb@ohchr.org\">erobb@ohchr.org<\/a>) ou escreva para\u00a0<a href=\"mailto:srslavery@ohchr.org\">srslavery@ohchr.org<\/a><\/p>\n<p> Para consultas de m\u00eddia relacionadas a outros especialistas independentes da ONU, entre em contato com: Bryan Wilson &#8211; Unidade de m\u00eddia (+ 41 22 917 9826 \/\u00a0<a href=\"mailto:mediaconsultant2@ohchr.org\">mediaconsultant2@ohchr.org<\/a>)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ohchr.org\/Documents\/Issues\/Slavery\/SR\/MissionBrazil_Portuguese.docx\" target=\"_blank\">ACNUDH<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ONU Direitos Humanos \u2013 Am\u00e9rica do Sul<\/strong><\/p>\n<p><strong>Facebook:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/ONUdh\" target=\"_blank\">www.facebook.com\/ONUdh<\/a><\/p>\n<p><strong>Twitter:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/ONU_derechos\" target=\"_blank\">www.twitter.com\/ONU_derechos<\/a><\/p>\n<p><strong>YouTube:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/onuderechos\" target=\"_blank\">www.youtube.com\/onuderechos<\/a><\/p>\n<p><strong>Flickr:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/onuderechos\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/onuderechos<\/a><\/p>\n<p><strong>Veja o \u00cdndice Universal de Direitos Humanos\u00a0<a href=\"http:\/\/uhri.ohchr.org\/\" target=\"_blank\">http:\/\/uhri.ohchr.org\/<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GENEBRA (8 de novembro de 2017) &#8211; 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