{"id":33094,"date":"2017-09-27T18:06:05","date_gmt":"2017-09-27T18:06:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acnudh.org\/?p=33094"},"modified":"2017-09-28T18:09:38","modified_gmt":"2017-09-28T18:09:38","slug":"onu-lanca-diretrizes-para-empresas-respeitarem-direitos-das-pessoas-lgbti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/onu-lanca-diretrizes-para-empresas-respeitarem-direitos-das-pessoas-lgbti\/","title":{"rendered":"ONU lan\u00e7a diretrizes para empresas respeitarem direitos das pessoas LGBTI"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/acnudh.org\/pt-br\/onu-lanca-diretrizes-para-empresas-respeitarem-direitos-das-pessoas-lgbti\/sin-titulo-13\/\" rel=\"attachment wp-att-33095\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-33095\" src=\"http:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Sin-t\u00edtulo-1-110x110.jpg\" alt=\"Foto: ACNUDH\" width=\"110\" height=\"110\" \/><\/a>27 de setembro de 2017 &#8211; O Escrit\u00f3rio do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lan\u00e7ou nesta semana (26) um conjunto in\u00e9dito de diretrizes para engajar o setor privado no combate \u00e0 LGBTIfobia. Os chamados Padr\u00f5es de Conduta apresentam recomenda\u00e7\u00f5es contra a discrimina\u00e7\u00e3o em diferentes contextos \u2014 locais de trabalho, mercados de fornecedores e nas pr\u00f3prias comunidades onde vivem funcion\u00e1rios, clientes e parceiros de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cSe quisermos alcan\u00e7ar um progresso global mais r\u00e1pido rumo \u00e0 igualdade para l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersex, o setor privado n\u00e3o apenas ter\u00e1 de cumprir suas responsabilidades de direitos humanos, mas tamb\u00e9m se tornar um agente ativo da mudan\u00e7a\u201d, afirmou o chefe do ACNUDH, Zeid Ra\u2019ad Al Hussein.<\/p>\n<p>Os Padr\u00f5es de Conduta indicam que corpora\u00e7\u00f5es devem empreender esfor\u00e7os para eliminar toda forma de discrimina\u00e7\u00e3o LGBTIf\u00f3bica \u2014 dentro e fora das empresas. Preconceito e abusos de direitos humanos devem ser combatidos durante o recrutamento, contrata\u00e7\u00e3o e em todas situa\u00e7\u00f5es por que passam os funcion\u00e1rios LGBTI de uma determinada companhia. Firmas devem ainda eliminar a\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias no que tange a benef\u00edcios e ao respeito pela privacidade dos empregados.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das paredes das f\u00e1bricas e escrit\u00f3rios, organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem atuar na arena p\u00fablica e jur\u00eddica em defesa dos direitos humanos do p\u00fablico LGBTI. A publica\u00e7\u00e3o do Alto Comissariado explica como institui\u00e7\u00f5es privadas podem capitanear mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, tornando marcos regulat\u00f3rios mais inclusivos para gays, l\u00e9sbicas, bissexuais, indiv\u00edduos trans e intersex.<\/p>\n<p>O documento lembra que, dos 193 Estados-membros da ONU, apenas 67 t\u00eam alguma medida para proibir a discrimina\u00e7\u00e3o baseada em orienta\u00e7\u00e3o sexual no ambiente de trabalho. Somente 20 contam com alguma diretiva semelhante para proteger pessoas trans. Tr\u00eas na\u00e7\u00f5es possuem alguma determina\u00e7\u00e3o para banir a discrimina\u00e7\u00e3o enfrentada por indiv\u00edduos intersex no mercado.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio mundial marcado pela aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas, corpora\u00e7\u00f5es t\u00eam a oportunidade de ser um exemplo na promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos de todos, independentemente de quem amam ou da identidade de g\u00eanero que escolhem para si. Estrat\u00e9gias adotadas pelo setor podem incluir articula\u00e7\u00f5es no campo legal, bem como a\u00e7\u00f5es culturais e de marketing.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o do ACNUDH tamb\u00e9m enfatiza a necessidade de empresas estarem atentas aos processos de escolha e negocia\u00e7\u00e3o com fornecedores e distribuidores. Al\u00e9m de eliminar qualquer crit\u00e9rio ou pr\u00e1tica discriminat\u00f3ria dessas rela\u00e7\u00f5es, companhias tamb\u00e9m t\u00eam o dever de cobrar de seus parceiros posturas que co\u00edbam a viol\u00eancia e o preconceito contra o p\u00fablico LGBTI.<\/p>\n<h3>Pessoas LGBTI no mercado<\/h3>\n<p>Em 2015, o poder de consumo global do segmento LGBT foi estimado em 3,7 trilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano. Todavia, apesar de sua relev\u00e2ncia econ\u00f4mica, a comunidade de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersex nem sempre \u00e9 respeitada pelos atores do mercado.<\/p>\n<p>Uma pesquisa de 2016, publicada no peri\u00f3dico norte-americano\u00a0<em>Sociological Research for a Dynamic World<\/em>, revelou que 30% das mulheres com curr\u00edculos contendo sugest\u00f5es de que seriam l\u00e9sbicas, bissexuais ou trans receberam menos retornos de processos seletivos. Outro levantamento, divulgado em 2011 na\u00a0<em>Harvard Business Review<\/em>, aponta que profissionais LGBT \u201cn\u00e3o assumidos\u201d t\u00eam 73% mais chances de deixar seu emprego do funcion\u00e1rios \u201cassumidos\u201d.<\/p>\n<p>A discrimina\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada a perdas na produtividade e na motiva\u00e7\u00e3o, bem como a taxas mais elevadas de absente\u00edsmo. Outra an\u00e1lise sobre os Estados Unidos, feita a partir de entrevistas com funcion\u00e1rios LGBT n\u00e3o assumidos, que 27% deles deixaram compartilhar ideias ou de se manifestar em atividades da empresa porque desejavam esconder sua identidade. Em 2017, o Programa Conjunto das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre HIV\/AIDS (UNAIDS) estimou que a discrimina\u00e7\u00e3o LGBTIf\u00f3bica gera custos para os pa\u00edses de 100 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>Respeitar as diferen\u00e7as de orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero n\u00e3o apenas \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o de direitos humanos, como tamb\u00e9m traz benef\u00edcios para os neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Outro estudo divulgado na\u00a0<em>Harvard Business Review<\/em>\u00a0mostra que companhias com um \u00edndice maior de diversidade t\u00eam resultados melhores. A pesquisa indica que, segundo entrevistas com funcion\u00e1rios, empresas mais diversas tinham 45% mais chances de registrar aumentos em sua participa\u00e7\u00e3o no mercado em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O grupo Credit Suisse tamb\u00e9m conduziu pesquisas que indicam crescimentos de performance e lucro associados ao respeito e acolhimento dos profissionais LGBTI no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o apresentados nos Padr\u00f5es de Conduta, com links para todos os relat\u00f3rios e pesquisas consultados. Acesse a publica\u00e7\u00e3o do ACNUDH\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unfe.org\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/UN-Standards-of-Conduct.pdf\">clicando aqui<\/a>.<\/p>\n<p><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/onu-lanca-diretrizes-para-empresas-respeitarem-direitos-das-pessoas-lgbti\/\">ONU Brasil<\/a><\/em><\/p>\n<p>Saiba mais (em ingl\u00eas): <a href=\"http:\/\/www.ohchr.org\/EN\/NewsEvents\/Pages\/DisplayNews.aspx?NewsID=22163&amp;LangID=E\">http:\/\/www.ohchr.org\/EN\/NewsEvents\/Pages\/DisplayNews.aspx?NewsID=22163&amp;LangID=E<\/a><\/p>\n<p><strong>ONU Direitos Humanos \u2013 Am\u00e9rica do Sul<\/strong><\/p>\n<p><strong>Facebook<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/ONUdh\">www.facebook.com\/ONUdh<\/a><\/p>\n<p><strong>Twitter<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/ONU_derechos\">www.twitter.com\/ONU_derechos<\/a><\/p>\n<p><strong>YouTube<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/onuderechos\">www.youtube.com\/onuderechos<\/a><\/p>\n<p><strong>Flickr<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/onuderechos\">http:\/\/www.flickr.com\/onuderechos<\/a><\/p>\n<p><strong>Veja o \u00cdndice Universal de Direitos Humanos<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/uhri.ohchr.org\/\">http:\/\/uhri.ohchr.org\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27 de setembro de 2017 &#8211; O Escrit\u00f3rio do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lan\u00e7ou nesta semana (26) um conjunto in\u00e9dito de diretrizes para engajar o setor privado no combate \u00e0 LGBTIfobia. 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