{"id":12619,"date":"2012-03-07T20:47:26","date_gmt":"2012-03-07T20:47:26","guid":{"rendered":"http:\/\/acnudh.org\/?p=12619"},"modified":"2012-03-27T14:30:51","modified_gmt":"2012-03-27T14:30:51","slug":"navi-pillay-aproveitando-o-potencial-das-mulheres-em-tempos-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acnudh.org\/pt-br\/navi-pillay-aproveitando-o-potencial-das-mulheres-em-tempos-de-crise\/","title":{"rendered":"Navi Pillay: Aproveitando o potencial das mulheres em tempos de crise"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Navi2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-12620\" title=\"Navi\" src=\"http:\/\/acnudh.org\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Navi2-e1331236839545-110x110.jpg\" alt=\"\" width=\"110\" height=\"110\" \/><\/a>Mensagem da Alta Comiss\u00e1ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, para o Dia Internacional da Mulher 2012<\/em><\/p>\n<p>Mary Kini, Angela Apa e Agnes Sil pertencem a tr\u00eas tribos em guerra nas montanhas de Papua, em Nova Guin\u00e9. As leis tribais as pro\u00edbem de qualquer intera\u00e7\u00e3o umas com as outras. Mas depois de anos de viol\u00eancia intertribal em seu munic\u00edpio, elas avan\u00e7aram sobre os tabus sociais e planejaram, em segredo, levar a paz a suas comunidades. Arriscando suas vidas, elas discutiram planos de paz enquanto faziam compras no mercado local, mobilizaram com sucesso outros para sua causa e sa\u00edram para o campo de batalha para levar mensagens de paz.<\/p>\n<p>Essas mulheres que, desde ent\u00e3o, criaram uma organiza\u00e7\u00e3o para promover a paz e dar fim \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres, que receberam amplo reconhecimento na regi\u00e3o, exemplificam o tipo de trabalho crucial que as mulheres est\u00e3o corajosamente realizando em pequenas e grandes comunidades, algumas vezes silenciosamente, outras de formas altamente vis\u00edveis, frequentemente diante de graves riscos, em todas as partes do mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 um fato consumado que mulheres s\u00e3o mais frequentemente as primeiras a sofrer quando os direitos humanos b\u00e1sicos s\u00e3o amea\u00e7ados. Crises de alimenta\u00e7\u00e3o, guerras e conflitos, mudan\u00e7a clim\u00e1tica, crises econ\u00f4micas e outras agita\u00e7\u00f5es sociais tendem a afetar desproporcionalmente as mulheres. Mas o que \u00e9 reconhecido est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que elas podem ser, e s\u00e3o: agentes poderosas para mudan\u00e7as. Pode-se confiar que as mulheres enfrentam desafios aparentemente insuper\u00e1veis com grande for\u00e7a de esp\u00edrito, criatividade e intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Neste ano, dado que celebramos o Dia Internacional da Mulher, eu convoco os governos, l\u00edderes comunit\u00e1rios e chefes de fam\u00edlias pelo mundo a reconhecer e explorar o potencial enorme das mulheres para impactar positivamente o mundo ao seu redor. Esse \u00e9 um chamado direcionado n\u00e3o apenas a uma regi\u00e3o do mundo \u2013 \u00e9 um chamado global porque o fracasso para aproveitar o potencial das mulheres \u00e9 um problema global.<\/p>\n<p>Estat\u00edsticas da ONU mostram que, at\u00e9 o ano passado, as mulheres ocupavam apenas 19,3% das cadeiras em c\u00e2maras legislativas pelo mundo. Notou-se no \u00faltimo relat\u00f3rio dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio que muitas mulheres candidatas a cargos pol\u00edticos sofrem de escassez de cobertura da m\u00eddia e de apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Na esfera econ\u00f4mica, apenas 12 das 500 empresas mais ricas do mundo t\u00eam mulheres em seu comando. Mulheres nas \u00e1reas rurais produzem de 60 a 80% da comida de pa\u00edses desenvolvidos, mas raramente t\u00eam direito a posse da terra onde cultivam. N\u00fameros da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) mostram que, para cada 100 propriet\u00e1rios de terra, apenas 20 s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p>Com muito poucas mulheres na pol\u00edtica, com os n\u00fameros lamentavelmente insuficientes de mulheres l\u00edderes da ind\u00fastria, as mulheres n\u00e3o est\u00e3o participando de discuss\u00f5es decisivas em como responder \u00e0s crises globais. Tal exclus\u00e3o \u00e9 o nosso pr\u00f3prio risco \u2013 a recusa em abra\u00e7ar a igualdade de g\u00eanero j\u00e1 levou a v\u00e1rios flagelos, um dos exemplos mais tr\u00e1gicos sendo a propaga\u00e7\u00e3o feroz do HIV\/ AIDS.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso, ecoando as vozes das ruas de muitas cidades pelo mundo, que devemos insistir em mudan\u00e7as institucionais e estruturais que assegurem que mulheres sejam reconhecidas como cidad\u00e3s iguais na tomada de decis\u00f5es. Isso se aplica particularmente em tempos de transi\u00e7\u00e3o para os Estados.<\/p>\n<p>Participa\u00e7\u00e3o significativa requer que as mulheres sejam capazes de acessar informa\u00e7\u00f5es relevantes e sejam empoderadas, atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o e do acesso pol\u00edtico, para dar contribui\u00e7\u00f5es. E por mulheres estou me referindo tamb\u00e9m a mulheres de grupos minorit\u00e1rios, pobres, idosas, mulheres com defici\u00eancia e outras mulheres vulner\u00e1veis. Devemos pensar sobre essas mulheres como possuidoras de direitos leg\u00edtimos e futuras l\u00edderes.<\/p>\n<p>O tema deste ano para o Dia Internacional das Mulheres, \u201cEmpoderar mulheres rurais: encerrar a fome e a pobreza\u201d, enfatiza que os esfor\u00e7os no n\u00edvel da comunidade local podem ter um impacto reverberante bem al\u00e9m. Apenas aproveitando o potencial das mulheres para mudan\u00e7as efetivas, n\u00f3s podemos esperar realizar a aspira\u00e7\u00e3o global de sociedades mais justas, onde os direitos humanos e a dignidade de cada mulher, crian\u00e7a e homem sejam respeitados.<\/p>\n<p>(<a href=\"http:\/\/www.ohchr.org\/EN\/NewsEvents\/Pages\/Media.aspx?IsMediaPage=true\" target=\"_blank\">Mensagem original em ingl\u00eas, clique aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem da Alta Comiss\u00e1ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, para o Dia Internacional da Mulher 2012 Mary Kini, Angela Apa e Agnes Sil pertencem a tr\u00eas tribos em guerra nas montanhas de Papua, em Nova Guin\u00e9. As leis tribais as pro\u00edbem de qualquer intera\u00e7\u00e3o umas com as outras. 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