Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

ONU: Brasil deve fazer mais para conter ataques a ativistas de direitos humanos

1 de maio, 2017

Foto: ONU/Jean-Marc Ferré01 de maio de 2017 – Em entrevista a jornalistas, neste 1º de maio, alto comissário Zeid Al Hussein também citou os protestos contra a corrupção no país e lembrou que a população tem que se beneficiar dos serviços do governo e do apoio dos governantes; ele citou a situação de direitos humanos em várias partes do mundo.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

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Neste primeiro de maio, o alto comissário de direitos humanos da ONU concedeu uma entrevista a correspondentes estrangeiros, em Genebra.

De acordo com Zeid Al Hussein, vários países africanos estão sofrendo com violações e abusos na área. Ele comentou também a situação de países como China, Estados Unidos, Rússia e Turquia, entre outros.

Impunidade

O alto comissário destacou ainda a violência e assassinatos a ativistas de direitos humanos no Brasil e o problema do que ele chamou de uma aparente impunidade para lidar com os casos.

Zeid afirmou que existe um aumento no número de ataques a defensores de direitos humanos no Brasil. Segundo ele, o governo tem que fazer mais para combater a impunidade, que aparenta ocorrer sobre crimes violentos contra os que defendem os direitos humanos.

Ele comentou ainda sobre a violência a ativistas do Movimento Sem Terra e os protestos contra a corrupção no país.

Mato Grosso e Pará

O chefe de direitos humanos lembrou que nove pessoas foram assassinadas em Mato Grosso, todas elas integravam o Movimento Sem Terra. Segundo ele, não existe nenhum dado oficial sobre as mortes, mas 61 pessoas teriam sido assassinadas no ano passado.  Zeid Al Hussein afirmou que o estado do Pará é um dos mais violentos do país em relação a disputas de terras. Ele saudou a iniciativa do governo do Pará de estabelecer um programa de proteção para defensores de direitos humanos. Ele pediu às autoridades que avancem com a prática da iniciativa.

Serviços

Ao responder a pergunta de um jornalista sobre a corrupção no Brasil, o alto comissário da ONU declarou que a corrupção corrói as agendas de direitos humanos e lamentou que a população acabe sendo a mais prejudicada, enquanto deveria estar sendo beneficiada pelos serviços e apoio do governo.

Zeid alertou ainda sobre a renovação do estado de emergência na Turquia, o que segundo ele, é profundamente preocupante, incluindo o número de prisões.

Ao comentar a fome no Sudão do Sul e no Iêmen, ele afirmou que o problema resultou justamente das violações de direitos humanos.

 

Fonte: ONU News em português

 

 

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